fevereiro 28, 2005

Descubras as diferenças

7 Diferenças

À primeira vista, estas duas imagens parecem iguais. No entanto, existem sete pequenas diferenças entre elas. Tente descobri-las!

Publicado por o.calvin em 11:00 PM | Comentários: (1)

Como disse?

Um braço depois de ter encontrado uma ideia de Luís Filipe Menezes

Em entrevista ao Público, Luís Filipe Menezes afirma que «o facto de ser candidato a uma câmara é compaginável com uma entrada no Parlamento lá para diante, a meio do mandato autárquico.» Esqueceu-se, porém (ou não!), que a palavra compaginável não existe. Um pouco mais à frente, distingue-se de Marques Mendes por ter apresentado «ideias concretas e fracturantes». Não sei se é assim: eu, pelo menos, parto-me a rir com ambos.

Publicado por o.calvin em 02:47 PM | Comentários: (6)

fevereiro 27, 2005

Não há coincidências

Esquece...



Já aqui disse que o Google às vezes prega-nos partidas. A última que me aconteceu tem, no entanto, contornos grotescos. Fiz uma pesquisa por "Sophia de Mello Breyner Andersen" e acabei por aterrar numa referência a Margarida Rebelo Pinto. No início achei divertido: Até pesquisei por "Ludwig van Beethoven" mas não consegui encontrar nenhuma referência a músicos-light como Toy, Emanuel ou Tony Carreira. Excluída a hipótese de um erro sistemático, decidi averiguar a proveniência desta bizarria.


Parece que o site informativo (não: não me apanham a dizer 'sítio' - a não ser que exista o www.picapau-amarelo.com) Portugal Diário alberga crónicas da bem sucedida debitadora de publicações Margarida Rebelo Pinto. Uma dessas crónicas, intitulada «Sophia era a fada Oriana, espalhando os seus pós mágicos por todo o lado com as suas palavras escritas», versou precisamente sobre a injusta morte de Sophia de Mello Breyner Andersen. Pelo menos, era essa a intenção. Bem... Enfim... Digamos que lida a dita crónica, o máximo que se pode dizer é que foi um pretexto, uma vez que a Pop Star conseguiu, numa crónica que não chega a ter 600 palavras, fazer 15-referências-15 (directas ou indirectas) à sua própria pessoa. Para que conste, apresento-as de seguida. (com um Alka-Seltzer no bucho até dá vontade rir):


        «Acredito, embora reconheça [...]»
        «Por isso gosto tanto do meu nome.»
        «Devo a Sophia a minha paixão [...] a minha devoção [...]»
        «Foram as suas histórias infantis que me ensinaram,»
        «A fada Oriana, minha preferida [...]»
        «[...] enviou-me uma mensagem escrita [...]»
        «Não chorei por pudor, porque nunca a conheci pessoalmente [...]»
        «[...] sentei-me na cama do meu filho e juntos relemos [...]»
        «E vi, nos olhos azuis do meu filho [...] o mesmo encanto que há trinta anos ela me despertara.»
        «[...] escolhemos entre as estrelas e cometas [...]»


Pelo menos a moça é coerente: não há coincidências, nem mesmo entre títulos e temas.


Imagem: Forget It! Forget Me! de Roy Lichtenstein

Publicado por o.calvin em 03:47 AM | Comentários: (6)

fevereiro 25, 2005

Mapa político de Lisboa

Lisboa


José Sócrates foi ratificado pelo PS.
Santana Lopes desalapou-se do lugar de Primeiro-Ministro.
Paulo Portas escaldou-se.


Publicado por o.calvin em 10:55 PM | Comentários: (1)

fevereiro 24, 2005

Corporacion Dermoestetica

Peeling


Segundo o público.pt, «Luís Filipe Menezes promete renovar principais rostos da direcção do PSD». Parece-me uma boa ideia. Afinal, o tempo passa e ninguém vai ficando mais novo: há rugas que os cremes e a base já não disfarçam (e a água de rosas é pouco tolerada por aqueles lados). Um peeling ali, um lifting acolá, muitas rinoplastias, e sobretudo, um tratamento especial para o velho problema da pele "casca-de-laranja" (E já agora, umas injecçõezitas de somatotropina para o Marques Mendes) e eles ficam como novos!

Publicado por o.calvin em 07:12 PM | Comentários: (5)

fevereiro 23, 2005

Correcção

Certos, como assim?...


Ou há um redactor na RTP que não sabe escolher as palavras ou há um Primeiro-Ministro no PS que não sabe escolher as pessoas...

Publicado por o.calvin em 09:24 PM | Comentários: (4)

fevereiro 22, 2005

Ah, fadista!

Ai

Em virtude da canibalização do PPM pelo PSD, Nuno da Câmara Pereira foi eleito como deputado para a Assembleia da República. Fado e touradas sempre combinaram bem.

Publicado por o.calvin em 11:17 PM | Comentários: (3)

Estágio de selecção

Olhó DN!


Ao que tudo indica, a Olivedesportos, propriedade de António Oliveira e seu irmão, será amanhã anunciada como vencedora na corrida à compra da Lusomundo. Recordando a preparação da Selecção Nacional de Futebol para o Mundial 2002, será que os estagiários do DN vão passar a divertir-se mais?

Publicado por o.calvin em 11:15 PM | Comentários: (2)

fevereiro 21, 2005

Frágil

Frágil


Ainda sobre as eleições (ou sobre os seus resultados), não resisto a sugerir Frágil de Jorge Palma como a banda sonora para a noite de ontem de Pedro Santana Lopes.

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil


Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil


Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil


Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil


Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil


Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Publicado por o.calvin em 09:16 PM | Comentários: (5)

Histórico

Jackpot


Pedro Santana Lopes conseguiu esta noite um resultado histórico, nunca atingido por nenhum líder do Partido Socialista.

Publicado por o.calvin em 12:28 AM | Comentários: (9)

fevereiro 20, 2005

Votar é fixe

Martini


Se é verdade que há gerações para quem o direito, e sobretudo o exercício, de voto tem ainda sabor a conquista, não é menos verdade que cada vez mais este direito é visto como um dado adquirido, e consequentemente, de reduzida importância. São duas atitudes em confronto: a de uma geração que muito chorou para poder mamar e a de outra que sempre mamou sem sequer ensaiar um gemido. Está na hora de levar estas pessoas às urnas. Há que tornar a cidadania divertida!


Fui há pouco exercer o meu direito de voto. Passei 40 minutos numa fila de espera para votar. Valeram-me os livros sobre surrealismo que a Biblioteca Municipal de Lisboa tinha expostos para ajudar a passar o tempo. Depois de me ser entregue o boletim de voto, sou levado a exercer o direito do dito atrás de um taipal que, convenhamos, mais se assemelha a um daqueles mictórios ambulantes que se podem encontrar nas obras e nos festivais de música. Lá atrás, o invariável cenário em todas as votações: uma caneta Bic sem tampa presa por um fio de nylon (Não me interpretem mal: a caneta Bic é uma caneta bonita. Por isso me dói ver a sua integridade estética vilmente estuprada). Assim não pode ser. Temos que tornar as mesas de voto num local apetecível.


Para já, é imperioso haver merchandising do evento. A cada eleitor seria oferecida uma caneta evocativa do evento («Eu votei nas Legislativas antecipadas/2005»). Quem votasse em branco, poderia opcionalmente levar uma caneta sem carga. Para anular as filas de espera, seria instituído o sistema das senhas numeradas. Enquanto aguardassem a sua vez, os felizes eleitores seriam convidados a aguardar num espaço chillout que aliaria modernidade (pufos, sofás, actuação de dj sets) e tradição (tasquinhas partidárias com produtos regionais, mostras de artesanato). O local de voto deveria ser um espaço amplo, iluminado, com música ambiente à escolha do votante com uma câmara fotográfica que registasse para a posteridade esse nobre acto numa t-shirt que seria entregue à saída, como se faz no Jardim Zoológico. O projecto do voto electrónico deveria ser imediatamente afastado, salvo para casos de pessoas com necessidades especias. Clicar num quadradinho é frio e impessoal. Quem é que não gosta de inserir o voto na urna? Além disso, teríamos uma inevitável subida da abstenção. Com o voto electrónico, acabar-se-ia com a hipótese do voto nulo. A abstenção seria a única alternativa digna para a malta que até se dá ao trabalho de ir votar só para ir fazer uns rabiscos no boletim.
Isto sim, seria combater a abstenção. Miopia, é o que este país tem...



Publicado por o.calvin em 08:21 PM | Comentários: (6)

fevereiro 19, 2005

Portugal cromado

Espelho meu


 
Fui dar uma volta por aí e é indiscutível: Portugal exala reflexão. Cá em casa, por exemplo, e como podem ver na imagem, o espelho do armário da casa-de-banho reflecte com brio os bonitos motivos do cortinado da banheira, da autoria de Keith Haring.

Publicado por o.calvin em 08:50 PM | Comentários: (4)

fevereiro 18, 2005

Todos os caminhos vão dar a Roma

Navegação à vista



Há uns dias inseri um contador de acessos neste blog. Entre outras coisas, permite-me saber, no caso de o visitante ter clicado num link para este blog, em que página está esse mesmo link. Analisando as proveniências dos visitantes, notei que alguns vêm cá parar por engano. Na verdade, houve quatro pessoas que fizeram pesquisas no Google e pelos vistos, uma das páginas apresentadas nos resultados foi esta (em alguns casos, em primeiro lugar).
A culpa não é minha, honestamente. Este não é daqueles casos em que uma pessoa faz uma pesquisa por "previsão metereológica cancun" e que graças a esquemas manhosos vai parar a uma página cheia de malucas em top-less a dizer que gostam muito de mim e que por 5 dólares tiram o resto da roupa. Estou completamente inocente. Mas perguntam vocês, pois claro, quais foram as pesquisas?. Ei-las:
        "jogos parzinhos"
        "marquises alumínio"
        "mercedes comprados na alemanha"
        "em que parte do mundo fica a grécia"
Espero que este blog tenha sido útil a estes internautas extraviados. Só espero que tenham sido os únicos!
Actualização (19/Fev/2005 01:00)! Mais um ludibriado: "mira tecnica imagem televisao portuguesa". E neste caso, este blog é logo o primeiro resultado. Hehehe!
Actualização (21/Fev/2005 01:00)! Desta vez foi uma pesquisa no sapo a "julia pinheiro". Assim ainda chego ao Top-25.
Actualização (21/Fev/2005 12:00)! O Google continua a trazer-me fregueses. Desta vez foi um cibernauta que procurava por "missiva de José Socrates".
Actualização (21/Fev/2005 20:10)! Mais um pesquisador vindo do Google: "bandeira portuguesa para colorir".
Actualização (21/Fev/2005 23:00)! Desta vez, "leis condominio" sob o auspício do sapo.

Publicado por o.calvin em 10:43 PM | Comentários: (7)

Período de reflexão

O voto consciente


O dia de amanhã está consagrado pela lei como período de reflexão antes das eleições. Felizmente (?) que os portugueses não gostam que ninguém lhes diga o que devem ou não fazer (muito menos de jure), caso contrário, se o dia fosse na prática dedicado à reflexão, quem é que iria votar?

Publicado por o.calvin em 06:26 PM | Comentários: (0)

fevereiro 17, 2005

Louvado seja Deus

Deuz é graindji!


Aleluia, irmãos! O Apóstolo Jorge Tadeu endereçou uma missiva ao eleitor português! Neste Carnaval eleitoral, era a cereja que faltava em cima do bolo. Sigam o link para apreciar um dos capítulos mais hilariantes deste circo, que passo a resumir.
O Engº Tadeu lança uma pergunta fundamental para ele:
        «Votar? Muda alguma coisa?»
Com tanto ou mais entusiasmo com que lança o repto, apressa-se a manifestar a sua intenção:
        «Pessoalmente, EU NÃO VOU!»
Posto isto, há a partir daqui uma ligeira inflexão no discurso, que começa também a pecar por alguma nebulosidade:
        «Aconselho a todo o cidadão a “castigar” os nossos “funcionários”, que são os governantes, dando-lhes um VOTO CRUZADO.»
Nada de verdascadas, portanto. Vamos todos dar-lhes um voto cruzado! Mas... que raio é um voto cruzado? Não são todos? Não é com uma cruz que se vota normalmente?... Ou o Engº Tadeu estará a falar de uma cruz de Cristo? Um voto à Belenenses, portanto. E se o Engº Tadeu sugere o modesto eleitor a desferir o temível golpe do voto cruzado, por que obscura razão é que ele, «pessoalmente», não vai votar? Compromissos divinos, certamente. Mas prossigamos sem demoras à explicação do que é um voto cruzado:
        «O voto cruzado é diferente do voto NULO.»
Já é um princípio. Continuemos:
       
«O voto NULO pode ser aproveitado fraudulosamente por qualquer partido político.»
Hm? Ah pode?... Pensava que era o voto em branco. Seguramente que o Engº Tadeu atribui a mesma criatividade que ele tem aos delegados eleitorais. Vamos avançar mais um pouco, a explicação deve surgir algures:
       
«Já o voto CRUZADO, significa que você não vota em ninguém.»
Ah... Lá está! O enigmático voto cruzado é igualzinho ao voto nulo sem ser um voto nulo... Mas diferente porque ao contrário do nulo, não se vota em ninguém! É isso! É isso? Já começo a perceber porque é que o Engº Apóstolo Jorge Tadeu, ‘pessoalmente’, não vai votar...

Publicado por o.calvin em 09:47 PM | Comentários: (4)

O nome das coisas

Pensão Cabinda



Ao que tudo aponta, a TVI tem já na forja a 2ª edição da Quinta das Celebridades. Sugiro ao José Eduardo Moniz, uma vez que o objectivo é pôr a malta a rebolar na palha, com mais ou menos animais à mistura, que o programa seja rodado numa pensão da Av. Almirante Reis e que se passe a chamar o Quarto das Celeridades. Seriam dadas as merecidas férias ao burro que acompanhava a Júlia Pinheiro, que daria o seu lugar a uma madame. A figura do 'Capataz' seria substituída pela do 'Proxeneta'.
Tudo fica mais simples quando chamamos as coisas pelos nomes.

Publicado por o.calvin em 02:27 PM | Comentários: (2)

fevereiro 16, 2005

Um Diário com D grande

Diário com D grande


Se o Diário da República não é publicado ao fim-de-semana, por que é que é ‘Diário’? Haverá sequer designação para uma publicação que é editada cinco vezes por semana? Um utildiário, talvez?


Eu acho o DR muito maçudo. O arranjo gráfico é uma lástima. Fotografias nem vê-las. Na minha opinião, a Imprensa Nacional é pouco ambiciosa. Podiam preencher o espaço que falta no nosso país para o diário de referência.


Algumas (e simples) medidas, tornariam o DR numa coisa a sério. A sua publicação ao fim-de-semana seria a alteração natural e a mais preponderante nesta viragem. Obviamente, seria editado em formato de revista e com impressão a quatro cores em papel couché. Teríamos foto-reportagens sobre as leis publicadas na semana anterior, passatempos legislativos (e.g. “Você é um bom administrador de condomínio? Faça o nosso teste!”), reportagens de fundo com legisladores e académicos, astrologia política (e.g. “Maya lança as cartas ao Código da Estrada”). Naturalmente, seriam seguidas as estratégias de marketing adoptadas pelas restantes publicações (“Amanhã, por mais 3.90€, o 3º volume do Código Civil”; “Hoje, totalmente grátis, «Vazios legais do Direito Fiscal!»”).


Isto sim, seria uma forma de aproximar as leis às pessoas. 

Publicado por o.calvin em 10:45 PM | Comentários: (5)

Modernices...

mulher_moderna.JPG



Assiti a este diálogo perto da minha casa, num quiosque que fica adjacente a um restaurante.


Cliente: Bom dia, ainda tem a Mulher Moderna?
Senhora do quiosque: A Mulher Moderna... Hm... (procura, e não encontrando, vira-se para a porta que dá acesso ao restaurante) Ó Manel, há para aí alguma Mulher Moderna?
Manel: (arrumando maços de jornais e revistas) Hm... Mulher Moderna?... (pausa) Só se for ali na cozinha...

Publicado por o.calvin em 01:01 PM | Comentários: (7)

fevereiro 15, 2005

Útil mais útil não há

Duas_cadeiras.jpg


Ainda em estado de choque com o novo cartaz do PP em que Paulo Portas surge ladeado pelas palavras "Classe Média" e por um quadradinho assinalado com uma cruz (O que é que aquilo é suposto transmitir? Que Portas é de uma classe "Média"? Que vai votar na Classe Média? Alguém que me diga...), pus-me a pensar, enquanto estava parado nos semáforos, na utilidade do voto em branco. Não é nenhuma, claro. A verdade é que votar num partido qualquer é sempre um voto útil, dado que não votar ou votar em branco é perfeitamente inútil. Acho que esta situação deveria ser combatida. Afinal, deve ser dada alguma consideração a quem perde parte do seu Domingo a deslocar-se à sua mesa de voto só para ir dobrar um papel.


A solução é muito simples. Os votos em branco seriam tratados exactamente da mesma forma como se fossem de um partido. Seria assim possível eleger cadeiras vazias no Parlamento. Se um eleitor vota em branco, expressando que não se sente representado por nenhum dos candidatos, não será de facto representado por ninguém: o lugar no Parlamento ficaria vazio. Diga-se de passagem que à primeira vista, o seu figurino não sofreria grandes alterações, atendendo à conhecida assiduidade dos nossos deputados. Mas poupavam-se uns trocos nas suas remunerações, dado que haveria apenas o custo da manutenção da própria cadeira sem dono. De resto, estes lugares seriam contabilizados tal como um lugar ocupado por um deputado eleito que se abstém sempre. Na absurda (?) probabilidade de que um terço do Parlamento levasse a razia do voto em branco, nunca poderia ser tomada nenhuma decisão que dependesse de uma maioria qualificada, por exemplo. Os partidos, governantes ou na oposição, teriam mais cuidado nas suas acções, uma vez que deste modo a insatisfação poderia acabar com alguns dos tachos até agora assegurados. E pronto, depois o sinal ficou verde.

Publicado por o.calvin em 08:54 PM | Comentários: (13)

Ah Valente!

Looooove... Exciting and new... Come aboard...



Para os mais distraídos, a invasão vermelha e rosa que se notou esta noite em Lisboa (e suponho que um pouco por todo o país) não tem a ver com a interrupção da campanha eleitoral dos partidos de direita. Se bem que o PS tenha paixões, os corações não lhe foram devidos esta noite. Exacto: Foi o infame dia de um tal de São Valentim, onde não há casalinho que não faça eternas juras de paixão e amor, convenientemente ilustradas em cartões comprados à pressa na bomba de gasolina e caixas de chocolates adquiridas no café ao lado do emprego.
Antes que os apaixonados se virem já contra mim, esclareço que não tenho nada contra as ditas juras... Desde que feitas noutro dia qualquer, sem cartõezinhos e montras cheias de coraçõezinhos (nesta altura, tudo é inho). Confesso que me faz confusão ver os parzinhos irem ao restaurante e ao cinema, tornando o dia «verdadeiramente especial». Resumindo, acho que a obrigação que está subjacente à data vai precisamente contra o que a data representa, mas adiante.
O que me traz aqui é limpar o nome do desgraçado do São Valentim. Perguntam vocês e com muita razão, que bem fez São Valentim a Deus (e que mal lhe fizemos nós) para termos que aguentar com a febre dos coraçõezinhos uma vez por ano. Aí é que está: o homem não teve culpa nenhuma! Teve azar, só isso! Correm várias versões sobre a vida e consequente santidade do Valentim, parecendo-me a mais credível a de ele ter sido um Romano convertido ao Cristianismo e executado  pelos seus por não querer renunciar à sua fé. A versão mais mirabolante desta história mete uma paixão fulminante pela filha do carcereiro, a quem Valentim escreveria cartas de amor. Pois...
Como é que Valentim se viu associado a esta euforia amorosa, então? Ora bem, na Idade Média, os Ingleses e Franceses, povos observadores mas com pouca visão a longo prazo, como se pode confirmar hoje, repararam que era nos meados de Fevereiro que os passarinhos começavam a... passarinhar. E como metade de 28 é 14, saíu a rifa ao pobre Valentim de ver o seu dia escolhido para a troca de missivas amorosas sob o bom augúrio da passarinhagem. Vistas bem as coisas, o Valentim deveria ser o Bissanto Valentim, afinal de contas, foi mártir duas vezes...

Publicado por o.calvin em 12:25 AM | Comentários: (7)

fevereiro 13, 2005

Laranjite aguda

Fita

 Acometido por uma séria "laranjite", como o próprio referiu hoje num comício de campanha, Santana Lopes disse, a propósito dos ataques socialistas, «Eu gosto é de comparar medidas, isso é que eu gosto.»
Afinal, sempre é o tamanho que interessa...

Publicado por o.calvin em 08:36 PM | Comentários: (0)

Martim&Moniz

Gatuns

Ou neste caso, Moniz e Martim, os peludos amigos que me não me deixam chegar atrasado ao emprego...

Publicado por o.calvin em 04:49 AM | Comentários: (10)

Forza!

ruicosta.jpg


Chamem-me primário se quiserem, mas ainda fico com pele de galinha quando ouço a Nelly Furtado a cantar aquela canção com título de um produto de limpeza de fornos... A verdade é que nunca vi Lisboa tão animada como durante o Euro. Eu, como quase toda a gente, andava com vontade de festejar, fosse o Euro, fosse o Santo António, fosse o aniversário de um grande amigo meu, fosse o que fosse. Houve uma animação no ar que nunca vi e que infelizmente julgo que nunca voltarei a ver em Lisboa.
Pendurei uma bandeira de Portugal na varanda antes do apelo de Scollari e decerto com a reprovação das velhotas aqui do prédio que confidenciavam com a porteira que eu devia ser um comunista, a propósito de ter pendurado um cachecol do Benfica aquando da última vitória da Taça (até agora...).
Assisti aos jogos em ambiente de bairro, num pequeno largo da Graça, onde acredito que a euforia não tenha sido menor do que no estádio, o que não nos impedia de lançarmos os impropérios mais aviltantes a amigos nossos que iam ver os jogos ao estádio (um grande abraço, Madureira). O Hino Nacional era o momento solene que abria as festividades, devidamente adornadas de verde e encarnado. Os golos de Portugal faziam voar cadeiras e cerveja pelo meio dos abraços. Não houve jogos fáceis, o que também ajudou a que estas explosões de emoção fossem tão intensas. No final, festejava-se na Avenida, no Marquês, no Bairro Alto, em qualquer lado onde houvesse gente. Os vencedores bebiam e conversavam animadamente com os derrotados, o Hino Nacional (remetido há anos para o estatuto de aquela-fanfarra-que-se-ouvia-na-televisão-antes-da-mira-técnica) cantava-se esponaneamente nas ruas, a propósito de nada.
Passado este tempo, já só me lembro de tudo isto e nem sei onde fica a Grécia. Neste mês sem graça e sem calor (e ainda por cima com campanha eleitoral), sinto saudades disto tudo quando por acaso ouço a Nelly cantar «For-za! For-za!»

Publicado por o.calvin em 04:20 AM | Comentários: (4)

fevereiro 11, 2005

World Press Photo 2004

WPP

A tragédia no Sudeste Asiático deu a World Press Photo de 2004 ao indiano Arko Datta da Reuters. Sigam este link para ver todas as fotografias premiadas.

Publicado por o.calvin em 09:36 PM | Comentários: (0)

Separados à nascença

Carlos e Camilo


Querem melhor argumento para ser Republicano?... 

Publicado por o.calvin em 08:22 PM | Comentários: (2)

Bengala rachada

Vasta panóplia de bengalas



Conselhos de amigo: Não usem a expressão "vasta panóplia". E quando quiserem falar em "confusão", não falem em "entropia" (não, não é a mesma coisa...)

Publicado por o.calvin em 02:06 AM | Comentários: (3)

fevereiro 10, 2005

Onde?...

voce_esta_aqui.JPG

Por que é que o símbolo que nos representa nos planos de evacuação dos edifícios é um pingo?!? Verde, ainda por cima...

Publicado por o.calvin em 08:24 PM | Comentários: (4)

How do you say "deutsche Technologie"?

Choque tecnológico


A edição de hoje do jornal "Metro" refere que "num estudo efectuado para medir a confiança e segurança de 37 marcas de automóveis com três anos, a Mercedes surgiu no 29º lugar" e que o número de defeitos encontrados é superior à media do sector, além de ter aumentado face a estudo idêntico realizado há quatro anos. É também indicado que "segundo uma revista da especialidade, a Mercedes é a marca que na Alemanha regista o maior número de falhas electrónicas.


Na edição online de dia 8, o DN indica que José Sócrates trocou o Volvo que utilizava por um Mercedes, a sua marca favorita.


Estou quase esclarecido (só ainda não sei se Sócrates domina a língua inglesa).

Publicado por o.calvin em 07:42 PM | Comentários: (0)

fevereiro 09, 2005

Para a rua!

un_musee_ephemere__magritte.jpg


Pelo menos numa coisa, Sócrates e Portas estão de acordo: o lugar dos políticos é na rua. Invulgar clarividência.


Imagem: Un Musée éphémère, René Magritte

Publicado por o.calvin em 08:48 PM | Comentários: (0)

Faux Pas

sic_comedia.gif


Grande falha a de Francisco Penim ao não ter avaliado o potencial de um Diário de Campanha na grelha da Sic Comédia.

Publicado por o.calvin em 09:42 AM | Comentários: (0)

It is I, Leclerc...

leclerc.jpg



Nas notícias de hoje, vejo Sócrates acusar Santana de se mascarar de Primeiro-Ministro. As imagens seguintes atestam que esta é uma acusação falsa, pois Santana está mascarado de pai. Por outro lado, parece que Sócrates se mascara de Guterres. Já Portas, há alguns dias, mascarou-se de candidato a Primeiro-Ministro, chegando inclusivamente a mascarar de candidados a ministros alguns dos seus candidatos a deputados. Jerónimo de Sousa, por seu lado, anda simplesmente disfarçado. Já Louçã mascara-se de oposição de direita, mandando as suas ferroadas ao PS.


Nota positiva desta campanha: Monteiro, ao que se vê, anda mascarado de Homem Invisível.

Publicado por o.calvin em 09:39 AM | Comentários: (0)

Chiu. Você está num elevador.

elevador.JPG



A inibição de elevador é um fenómeno que me fascina. Qualquer um passa por isto, é inevitável e não se percebe muito bem por que é que acontece. As várias fases do processo são incontornáveis e passo a descrevê-las.


A espera. Enquanto se espera pela chegada do elevador, já se sente no ar o constrangimento que vai suceder à entrada no cubículo do silêncio. A tendência mais comum é olhar para o indicador do andar, mesmo que este não exista e seja apenas uma seta que indica o sentido do movimento do elevador. Apesar da paupérrima informação fornecida por este aparato, os utentes olham-no com uma concentração de corretores lendo o ticker da bolsa. Em todo o caso, o espaço é suficientemente amplo para se poderem encetar alguns movimentos: um passinho atrás, uma olhadela para o lado, um tamborilar de dedos no relógio. No fundo, já toda a gente sabe o que se vai passar a seguir e o nervosismo é indisfarçável.


A entrada. Esta é a fase mais animada de todo o processo e mesmo por isso, não isenta de alguma confusão. Os utentes já habituados direccionam-se imediatamente para os botões dos andares e fazem a sua escolha. Os desconhecedores que forem atentos, vêem para que lado a turba se dirige e deslocam-se em conformidade. Finalmente, os eternos distraídos, entram com ar embasbacado e olham para os dois lados (porque na verdade, em primeiro lugar olham sempre para o lado errado) e lá descobrem os botões. Claro, nem toda a gente tem o melhor sentido de posicionamento dentro de um elevador. Se a preguiça imperar nos presentes, a zona dos botões rapidamente ficará saturada contribuindo para a balbúrdia.


A viagem. Toda a agitação da etapa anterior é rapidamente estancada com o fechar das portas. A partir desse momento, os utentes cristalizam na posição em que se encontram (salve pequenas correcções de postura) até ao fim da viagem. Pessoas que se encontavam a falar antes de entrarem no elevador encontram-se agora caladas sem razão aparente (na melhor das hipóteses, sussurram). Os olhos, já condicionados pela espera, fixam-se no indicador de andar (mesmo que faltem 15 andares para sair). Algumas variantes são admitidas, a saber, o tecto; o chão; o ombro do vizinho (se bem que esta última obrigue a uma indesejável, se bem que ligeira, viragem do pescoço). Até a tosse é sustida (os concertos da Gulbenkian e do CCB deviam passar a ser feitos em elevadores, o que até daria uma nova dimensão à expressão "música de elevador"). No entanto, se o silêncio for total e absoluto e se todas as pessoas estiverem a pensar nisso, o primeiro riso contido que consigo escapar da boca de alguém será suficiente para deflagrar uma boa gargalhada colectiva a que ninguém escapará. São casos raros mas estão documentados.


A saída. "Com licença" é a única coisa que se ouve dentro de um elevador. Marca o fim de uma jornada. É um alívio como poucos. É um companheiro de trincheira que é mandado para casa. Os que ficam olham-no com inveja e o que parte suspira antes de soltar a providencial frase. (Excepção feita para o último a sair. Assim que se vê abandonado por todos, vinga-se de imediato com um pequeno bom-bom que foi negado aos restantes: vira-se para o espelho para se pentear. De resto, passear-se-á aborrecido pelo elevador até por fim sair)

Publicado por o.calvin em 01:05 AM | Comentários: (1)

fevereiro 08, 2005

Absolut Bloco

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Segundo o site do Bloco de Esquerda, «Durante cerca de hora e meia, os jovens do Bloco de Esquerda tomaram conta das ruas do Bairro Alto, em Lisboa, na noite de segunda-feira, exibindo o seu Carnaval da Precariedade.» Uma noite como as outras, portanto.

Publicado por o.calvin em 09:39 PM | Comentários: (0)

Embaladeiras e marquises

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Aproveitando a temática automóvel, aproveito para dizer que acho muita piada à personalização de veículos. Sobretudo quando os veículos são personalizados com acessórios fabricados em série. Personalização a sério, dirão. É um pouco como fazer uma marquise em alumínio na varanda lá de casa e dizer que se tem uma marquise personalizada, não é?

Publicado por o.calvin em 08:58 PM | Comentários: (6)

Halogénio aos molhos


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Não percebo, não percebo, não percebo. Juro que não percebo. Por que é que a esmagadora maioria dos condutores que têm faróis de nevoeiro no seu carro, os usam em qualquer circunstância. Faça nevoeiro ou não, seja dia ou de noite, lá estão os faróis ligados.


Será para ver melhor? Só se forem aqueles preciosos 10 metros à frente do carro.


Será para encandear os restantes condutores? Não sei, mas parece ser o único efeito prático.


Será para os proprietários rentabilizarem o investimento em tão precioso acessório? Se for este o caso, só espero que a moda não chegue aos pára-choques.


Será para o carro ficar com um ar mais “competitivo”?... Ahahahahah! Bom... Nem sei porque é que me lembrei disto...


Será porque não percebem o significado de Faróis de nevoeiro? Convenhamos que a designação do acessório não indica claramente a sua função. É, pode ser por isso...


Recordo aos amantes do fotão que o uso de faróis de nevoeiro é proibido quando... não há nevoeiro!


Comentários que lancem alguma luz acerca das razões deste fenómeno serão bem-vindos porque eu, sinceramente, não vislumbro o porquê desta febre halogénica.

Publicado por o.calvin em 07:20 PM | Comentários: (1)

Gregorian Pipes

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Tão mau que um dia alguém se vai lembrar de juntar os dois conceitos. Em duplo álbum. Mais DVD. E nesse dia, os elevadores vão passar a ser um sítio (ainda) mais triste...


Publicado por o.calvin em 07:18 PM | Comentários: (1)

Olá

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Pois é... Mais um blog. Não resisti a contribuir para esta praga. Se responsabilidades houver que atribuir a alguém, vão direitinhas para a minha amiga Sofia. Podem (Que digo eu? Devem!) encontrar os seus desabafos em forma escrita no Blog se vê (Não, este título não é mero fruto de um feliz acaso: ela é mesmo assim). Depois de ver o seu blog, fiquei cheio de inveja, admito. Achei... Pronto, que também teria alguma coisa minimamente interessante a dizer a quem eventualmente tropeçasse nisto. Bom, agora que tive uma trabalheira desgraçada para encher isto de Calvin's e Hobbes's, recuso-me a voltar atrás.

Quanto a escolha do universo Calvin&Hobbes para colorir este blog, julgo ser óbvia a razão. Sou um fã convicto das personagens e da -a meu ver- perfeita combinação de loucura frenética, sarcasmo e loucura de que o autor, Bill Waterson, as soube dotar. E afinal de contas, acredito mesmo (e apesar de tudo) que é um mundo mágico.

Tanta lamechice não faz o meu estilo. Eu sabia que me ia arrepender disto...

Publicado por o.calvin em 07:16 PM | Comentários: (0)